Apresentação dos Objetivos Estratégicos — ABCDT (2026–2028)
Realizada nesta data (08/09), a 5ª Reunião dos Vice-Presidentes da Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) marcou um momento histórico para a instituição: pela primeira vez, a entidade conta com seu quadro de vice-presidências integralmente preenchido em todos os estados da Federação.
Durante o encontro, foram estabelecidas as diretrizes e prioridades institucionais que norteiam o Planejamento Estratégico da ABCDT para o quadriênio 2026–2028, estruturado em três eixos fundamentais:
1. Fortalecimento das Clínicas de Diálise
Padronização regulatória: Implementar a aplicação única e universal do Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado (BPAI), sanando divergências decorrentes de múltiplas interpretações por parte das Secretarias Municipais de Saúde.
Modernização operacional: Atualizar as métricas operacionais do setor.
Previsibilidade financeira: Consolidar um calendário de pagamentos com datas fixadas, amplamente divulgadas, monitoradas e rigorosamente respeitadas.
Segurança jurídica e fiscal: Adotar nacionalmente a cessão de crédito à Vantive, eliminando a bitributação e viabilizando o desenvolvimento da diálise peritoneal.
Inovação no atendimento: Firmar parcerias para a implementação de centrais de tele atendimento técnico, fomentando a diálise peritoneal.
Equidade tributária: Conquistar a adoção do modelo tributário próprio aplicável às entidades hospitalares.
Defesa do consumidor e do setor: Atuar junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pela proibição da cobrança de coparticipação em hemodiálise pelas operadoras de planos de saúde.
Poder de barganha: Conduzir negociações coletivas voltadas à precificação e aquisição otimizada de máquinas, equipamentos, insumos e medicamentos.
Tarifas diferenciadas: Pleitear tratamento tarifário diferenciado em água e energia elétrica para as clínicas com perfil de atendimento de 60% voltado ao SUS, equiparando-as às instituições filantrópicas.
2. Fortalecimento Institucional da ABCDT
Governança executiva: Otimizar a atuação conjunta com a Diretoria Executiva.
Excelência administrativa: Ajustar o Escritório Nacional da ABCDT para um patamar de alto desempenho.
Atuação regional: Garantir o suporte, a plena integração e a efetividade das 27 vice-presidências regionais.
Valor agregado: Estruturar e evidenciar os benefícios e o valor entregues aos associados.
Transparência e dados: Disponibilizar monitoramento em tempo real do CVCF e dos processos judiciais de interesse do setor.
Comunicação estratégica: Assegurar suporte efetivo de assessoria de imprensa e manter presença contínua nos meios de comunicação.
Expansão associativa: Ampliar a base de associados para a totalidade das organizações privadas e filantrópicas do setor.
Sustentabilidade financeira: Alcançar a auto sustentação financeira por meio das mensalidades associativas e de apoios científicos e publicitários, assegurando a realização de pelo menos quatro grandes eventos anuais.
Articulação política: Consolidar uma rede nacional de conexões estratégicas, participando ativamente de câmaras técnicas e frentes parlamentares em prol da saúde renal.
Planejamento anual: Elaborar os calendários para os anos de 2026, 2027 e 2028 com cronogramas, eventos, programação, participações e patrocínios previamente definidos.
3. Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)
Financiamento setorial: Atuar pela efetivação do mínimo constitucional de 10% do orçamento da União direcionado ao financiamento do SUS.
Emendas parlamentares: Direcionar os recursos de emendas parlamentares federais destinados ao SUS exclusivamente para projetos previstos no Plano Estadual de Saúde, devidamente aprovados na CIB (Comissão Intergestores Bipartite) e na CIT (Comissão Intergestores Tripartite).
Gestão e regulação: Defender a centralização do planejamento, da regulação e da gestão dos serviços de atenção especializada à saúde junto à SAES/MS e às Secretarias Estaduais de Saúde, reservando às Secretarias Municipais as atribuições de auditoria, vigilâncias em saúde, atenção primária e média complexidade.
Apoio à Atenção Primária: Capacitar e treinar equipes municipais de saúde para o manejo adequado de pacientes com doença renal crônica em fase pré-dialítica, garantindo o encaminhamento oportuno aos centros de diálise de referência.
Assessoramento técnico: Apoiar as câmaras técnicas das Secretarias de Saúde, contribuindo com conhecimento especializado em doenças remais para o aperfeiçoamento da normatização e regulação dos fluxos de pacientes.
Prevenção: Promover e apoiar campanhas de conscientização e prevenção da doença renal crônica junto à população dos respectivos distritos sanitários.
Doação de órgãos: Estimular e participar ativamente de campanhas voltadas à doação de órgãos e ao incentivo ao transplante renal.
Expansão da diálise peritoneal: Apoiar a ampliação do programa de diálise peritoneal como alternativa para reduzir a pressão de demanda sobre a rede de hemodiálise.
Infraestrutura assistencial: Trabalhar pela ampliação da capacidade instalada das clínicas de hemodiálise e pela sua descentralização geográfica, com vistas à cobertura de vazios assistenciais.
Gestão pública transparente: Disponibilizar às Secretarias de Saúde o acesso a sistemas de monitoramento, auditoria e regularização de pagamentos do SUS, bem como garantir o acesso do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais aos dados consolidados pelo Observatório da Diálise.

