Data visa mobilizar a sociedade e autoridades para ampliar o acesso ao tratamento e prevenção das doenças renais
O Dia Nacional da Diálise, celebrado nesta quinta-feira (28/8), reforça a importância da terapia renal substitutiva e a necessidade de políticas públicas para garantir atendimento aos pacientes. Criada pela Lei nº 14.650, a data visa mobilizar a sociedade e autoridades para ampliar o acesso ao tratamento e prevenção das doenças renais.
A data integra a campanha Viver é Urgente, lançada pela Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT). Com o tema O Tempo, a iniciativa destacam a rotina cronometrada de mais de 150 mil brasileiros que dependem da diálise para sobreviver. Um dos atos simbólicos ocorre no Congresso Nacional, com a paralisação de relógios de gabinetes por 60 segundos no movimento “1 minuto por eles”.
A campanha também alerta para o subfinanciamento do setor. Um estudo da ABCDT e da Sociedade Brasileira de Nefrologia aponta que o custo real de uma sessão de hemodiálise é de R$ 343, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) paga R$ 240,97, diferença que compromete o funcionamento das 840 clínicas conveniadas. Mais de 85% dos pacientes atendidos dependem dessas unidades.
A falta de estrutura agrava o problema. Apenas 7% dos municípios brasileiros têm clínicas de diálise, o que faz pacientes terem que percorrer longas distâncias e ficarem internados por falta de vagas. Estima-se que 21 milhões de brasileiros tenham algum estágio da doença renal crônica, muitos sem diagnóstico.
A programação da campanha inclui divulgação de vídeos, mini documentários e uma petição pública pelo reajuste emergencial da Tabela SUS. A campanha também incentiva a adoção da diálise peritoneal, realizada em casa, que ainda é pouco utilizada no país por falta de políticas de incentivo.
Fonte: Correio Braziliense